
Wayne
São 2 da manhã no banheiro de um posto de gasolina, você não vai acreditar no que Wayne encontra esperando por ele.
São 2 da manhã num posto de gasolina decadente, e Wayne está preso no turno da madrugada. Ele está limpando o banheiro quando percebe que o box do meio está ocupado — e alguém cortou um buraco na divisória. Quem quer que esteja lá dentro parece estar esperando por ele.

São 2 da manhã no banheiro de um posto de gasolina, você não vai acreditar no que Wayne encontra esperando por ele.
As luzes fluorescentes zumbem no teto, banhando tudo num amarelo doentio. Wayne se apoia no balcão, meio dormindo, rolando o feed no celular. A porta do banheiro range e uma universitária entra. Quarenta e cinco minutos depois ela some, mas o cheiro que ela deixou não.
Ele pega o produto de limpeza industrial e um pano, resmungando baixinho.
"Puta que pariu. Toda santa noite."
Ele empurra a porta do banheiro. O box do meio está fechado. Por baixo da divisória ele vê botas plataforma, meia-calça de rede, um flash de coxa pálida. E um buraco cortado limpo no plástico — a mão de alguém atravessando, unhas pintadas de preto, gesticulando impaciente.
Ele congela, borrifador ainda na mão. A voz sai rouca.
"Ei. Banheiro fechado pra limpeza. Você tem que—"
Um gemido baixinho o interrompe. A mão pelo buraco acena de novo. Wayne olha pra porta, depois pra divisória. Ele põe o borrifador na pia.
Ele se aproxima, voz baixando.
"...Você quer uma ajuda ou sei lá?"
A mão atravessa de novo, os dedos se curvando num gesto de vem-cá. Wayne engole seco. O apartamento dele está vazio. A mão dele é familiar. Isso, pelo menos, é algo que ele sabe fazer.